quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Os três mosqueteiros


Edição "Imortais da Literatura Universal",
da Nova Cultural
Penso que cada gênero literário tem o seu divisor de águas, ou seja, aquele romance que mudou todos os conceitos pré-concebidos, saindo da mesmice das obras publicadas até então, e por isso, conseguindo conquistar uma legião enorme de fãs. Livros que se transformaram em verdadeiras lendas, passando de mãos em mãos, de geração em geração.
Foi assim com “O Exorcista”, de William Peter Blatty, no gênero terror; “A Guerra dos Mundos”, de H.G. Wells; na categoria de ficção científica e “Os Três Mosqueteiros” no gênero capa e espada.
Alexandre Dumas conseguiu escrever um livro para todas as idades e que apesar do tempo – foi escrito em 1844 – ainda continua sendo lido prazerosamente pelos jovens e adultos deste novo milênio. Este é um dos motivos que faz com que a obra de Dumas seja considerada um divisor de águas no gênero, com o poder de “enfeitiçar e seduzir” leitores há mais de 160 anos. Realmente, não dá para comparar “Os Três Mosqueteiros” com os Best-Sellers contemporâneos lançados há pouco tempo e que já caíram no esquecimento total. Livros que brilharam somente por alguns meses ou poucos anos.
Além do mais, Alexandre Dumas conseguiu uma verdadeira proeza na época: popularizar um romance histórico, transformando-o em capa e espada, mesclando personagens reais e imaginários.
O sucesso de “Os Três Mosqueteiros” foi tanto que deu origem a inúmeras peças de teatro, produções cinematográficas e televisivas.
No decorrer de mais de um século já transformaram a história de Dumas em comédia, drama, pastiche e por aí afora. Costumo dizer aos meus amigos que, por tudo isso,  “Os Três Mosqueteiros” se transformou numa obra globalizada, conhecida nos quatro cantos do mundo.
A história é por deveras conhecida por adultos, crianças, adolescentes e idosos, ou será que você não se recorda daquele jovem gascão, de 18 anos, destemido e aventureiro que um dia resolve deixar o seu velho pai para tentar realizar o sonho de se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei da França, os famosos mosqueteiros. Chegando a Paris, após algumas aventuras e confusões, esse jovem chamado D’Artagnan conhece três mosqueteiros chamados "os inseparáveis”: Athos, Porthos e Aramis. Juntos, os quatro enfrentam grandes aventuras a serviço do rei da França, Luís XIII, e principalmente, da rainha, Ana d'Áustria.
Evidentemente você se recorda dessa história e também  já deve ter lido as suas páginas inúmeras vezes. E a cada leitura se emocionou com as aventuras dos quatro amigos.
Lembro que na minha época de estudante primário, a minha professora pediu para que a nossa classe lesse o livro de Dumas para que aprendêssemos o significado da verdadeira amizade. E é a isso que o livro também nos reporta: o valor da amizade. Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan estão sempre prontos a doar a vida um pelo outro. Essa amizade que teve o dom de emocionar muitos leitores é resumida numa frase que se tornou famosa em todo o mundo: “Um por todos e todos por um”, o lema dos mosqueteiros. Pena que essa amizade acabou ficando abalada, bem próxima da ruptura, por causa da política e dos políticos. Pois é amigos, na época dos mosqueteiros, a política já era considerada um grande mal. Mas isso é assunto para os livros “O Visconde de Bragelonne”que fecha a trilogia dos mosqueteiros e que um dia, quem sabe, estarei postando um comentário nesse blog. Digo quem sabe, porque não sei se conseguirei localizar todos os 10 livros que formam a saga.
Portanto, “Os Três Mosqueteiros” é uma miscelânea de história, aventura, romance e lição de vida, onde ensina aos jovens a importância da verdadeira amizade.
No final desse post gostaria de dar uma dica para aqueles que pretendem adquirir a obra de Alexandre Dumas para compor a sua estante de livros. Procure pela edição da Nova Cultural que em 1996, através do Círculo do Livro, lançou a coleção “Imortais da Literatura Universal”. Trata-se de uma edição antológica onde o prefácio do livro trás um resumo completo sobre a vida do escritor Alexandre Dumas. Não um resumo enfadonho; mas revelador. Vários segredos do grande mestre da escrita francês são  desnudados, como aquele que Dumas não conhecia coisa alguma de História, sendo um verdadeiro leigo no assunto, e por isso tinha o hábito de consultar a Biblioteca Universal que, na época, era o maior dicionário histórico de personalidades, do qual o escritor tirava muitas informações para escrever os seus livros. Pode um negócio desses??!! Logo o Dumas?! Outro segredo diz respeito a origem de seu filho, também chamado Alexandre Dumas, e também escritor. Prefiro não revelá-lo para não estragar a surpresa daqueles que pretendem adquirir essa edição, facilmente encontrada nos sebos “reais” e “virtuais”.
Então... só resta dizer: boa “releitura”, vale à pena!

Um comentário:

  1. Eu não posso ver uma Coleção que já fico doida pra comprar! No mercado livre tem toda a coleção Imortais da Literatura Universal por R$ 450,00! E são 50 volumes!! Mas não posso comprar agora, pq já tenho uma coleção nesse estilo que ganhei da minha tia pra ler. Estou esperando chegar o meu exemplar de os Três Mosqueteiros que ganhei em uma promoção! =)

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